Psicóloga fala sobre os riscos do Pokémon Go

Para psicóloga, é preciso evitar que o Pokémon Go se torne uma obsessão, daí a importância do controle sobre as crianças

Por - Editorias: Atualidades
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Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Acompanhe a entrevista da repórter Simone Lemos com a psicóloga Leila Tardivo

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Recém-chegado ao Brasil, o jogo Pokémon Go já conquistou por aqui inúmeros adeptos, que deixam de lado a vida real para mergulhar nos domínios da chamada realidade aumentada. Se até os adultos já se deixaram conquistar pela novidade, que dirão então as crianças, sempre dispostas a incorporarem o lúdico em suas atividades diárias, principalmente quando esse lúdico é entregue sob a rubrica “última novidade tecnológica”?

Ocorre, porém, que, como todo  jogo que implica risco de se tornar compulsivo, o Pokémon Go também necessita  algum controle por parte dos pais e responsáveis. A advertência é da professora Leila Tardivo, do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP.  Ela lembra que esse tipo de jogo pode desenvolver uma atividade compulsiva (quanto mais se joga, mais se quer jogar), o que pode ser muito estressante para crianças ansiosas, por exemplo. É preciso evitar que isso aconteça, apelando para um controle mais sistemático do comportamento da criança.

Foto: Visualhunt
Foto: Visualhunt

Aspecto psicológico à parte, por se tratar de um jogo que exige certa movimentação de quem o manipula, existe ainda o perigo mais imediato de riscos de acidentes, o que redobra a importância do monitoramento. Afinal de contas, ninguém vai querer que as crianças saiam às ruas à cata de pokémons e corram o risco de ser atropeladas. Além do mais, é preciso desviar a atenção da criança para interesses que são inerentes ao seu universo, como fazer as lições de casa e realizar atividades físicas.

Nem tudo deve ser visto pelo lado mais negativo, no entanto. A professora Leila argumenta  que o Pokémon Go apresenta alguns aspectos positivos, como a capacidade de estimular a concentração da criança. É vital, contudo, que haja prevenção no sentido de  evitar excessos e de transformar um simples entretenimento em um comportamento compulsivo.

 

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