Protestos em Hong Kong estão ligados à autonomia da região

Manifestações começaram mês passado, após proposta de leis que regularizam extradição para a China Continental

 02/07/2019 - Publicado há 2 anos
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O protesto de 9 de junho na Hennessy Road – Foto: Wikipédia Commons

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Há mais de três semanas as ruas de Hong Kong vêm sendo tomadas por manifestantes. Com a reunião do G20 na semana passada, a população demonstrou sua insatisfação mais uma vez, tentando conseguir reconhecimento internacional.

Os protestos são motivados por uma proposta de lei que busca estabelecer novos tratados de extradição para Hong Kong. A possibilidade de extradição para a China Continental é o ponto central da insatisfação.

Para o professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Alexandre Uehara, os temores da população de Hong Kong não são infundados.

Hong Kong, apesar de fazer parte da China, possui um sistema econômico e social diferente do de Pequim e um elevado grau de autonomia. Isso porque se trata de uma região administrativa especial, estabelecida quando o Reino Unido devolveu o território para a China, sob a condição que se aplicasse esse modelo, chamado “um país, dois sistemas.” Por isso, Uehara afirma que o que está por trás desses protestos é uma questão maior: o medo de perder a autonomia da região.

A chefe executiva de Hong Kong, Carrie Lam, já recuou e suspendeu o projeto, mas isso não foi o suficiente para parar as manifestações: a população exige que a lei seja descartada definitivamente. Para o professor, a situação é complexa, já que o território está sob soberania chinesa.

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