Proposta da reforma administrativa não abrange os pontos vitais

Paulo Feldmann explica que proposta fala em diminuição do número de Ministérios e empresas públicas, mas não engloba abordagem sobre o recurso humano

Quando eleito, a equipe do atual presidente Jair Bolsonaro prometeu aplicar diversos tipos de reforma na tentativa de melhorar a sociedade brasileira. A primeira foi a reforma da Previdência, que entrou em vigor em 13 de novembro de 2019.

A próxima reforma que o governo tenta emplacar, principalmente a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, é a reforma administrativa. Para o professor Paulo Roberto Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo, o principal ponto de uma reforma administrativa eficiente seria “acabar com os cargos de confiança, seguindo o exemplo dos países mais avançados”, ou seja, todos os funcionários que trabalham em funções governamentais seriam concursados, algo que não ocorre no Brasil.

Para ele, a escolha desses cargos deveria ser por questões técnicas, no entanto, o que vemos é a escolha por lados políticos. Uma maior flexibilidade nos cargos e funções é outro ponto, que a atual proposta enviada pelo governo não engloba, e que seria de grande importância para o professor.

Apesar do otimismo vindo por parte do governo, quando pensamos na aprovação da proposta atual, para Feldmann, a equipe de Guedes encontrará bastante dificuldade para seguir adiante com o projeto, mais especificamente pelas atitudes vindas do presidente Jair Bolsonaro.

Confira acima a matéria completa.

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