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Instituto da Criança humaniza procedimentos cardiológicos para pacientes

É como se fosse…, livro da cardiologista Vanessa Guimarães, sob a supervisão da psicóloga Jussara Zimmermann, coordenadora da Assessoria de Humanização do Incor, busca tornar a cardiologia mais palatável para crianças e adolescentes

 28/06/2022 - Publicado há 2 meses  Atualizado: 04/07/2022 as 9:19

Autor: Redação

Arte: Rebeca Fonseca

O livro É como se fosse… humaniza e aborda de forma didática e educativa exames cardiológicos para o público infantil. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, a autora da obra, Vanessa Guimarães, cardiologista pediátrica do Instituto do Coração (Incor), com supervisão de Jussara Zimmermann, psicóloga e coordenadora da Assessoria de Humanização do Instituto da Criança e do Adolescente (ICr), ambas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, discorrem sobre o trabalho.

Vanessa relata que cuidar de crianças com problemas cardíacos parece um desafio para a maioria das pessoas, mas para ela é uma forma de ajudá-las a viver melhor: “A minha parcela de ajuda nisso é conseguir dar mais qualidade de vida e conseguir permitir que todas as potencialidades delas sejam alcançadas. Dá muito prazer estar nessa jornada com as crianças

É como se fosse… é o quarto livro de uma série de cardio-humanização idealizada desde 2019 pela especialista. “Comecei a escrever em 2019 e este é o último. A obra tenta mostrar para a criança no pensamento dela, no mundo da criança, como ela pode enxergar aqueles exames”, descreve Vanessa.

O Instituto da Criança e do Adolescente possui um ambiente que favorece o universo infantil, mas no Incor a área dos exames é feita para adultos, é um hospital misto, comenta a cardiologista: “Então, nós não temos essa questão da humanização e da ambiência tão presentes. Através do livro, nós passamos para a criança que em seu universo ela pode entender e vivenciar essa experiência mais agradável.” 

Vanessa Guimarães - Foto: Reprodução

De acordo com Jussara, a humanização nasce junto com a Instituição da Criança e do Adolescente: “Se essas famílias vão permanecer durante tanto tempo aqui e realizar tantos procedimentos, é nosso dever fazer com que essa permanência e esse cuidado sejam os melhores e mais abrangentes possíveis, não só lidando com as questões médicas, mas com tudo que envolve o universo infantil.”

A psicóloga ainda fala sobre a importância da adaptação de temas técnicos ao universo lúdico das crianças. “Já que essa criança está aprendendo e está crescendo, ela vive em um contexto de desenvolvimento lúdico. Então, a brincadeira e a adaptação dos temas são muito importantes em qualquer momento da jornada desse paciente, e em relação aos exames não é diferente”, indica Jussara.

Jussara Zimmermann - Foto: Reprodução

Linguagem acessível

No livro, são descritos todos os exames que um paciente com cardiopatia se submete ao longo da vida. Vanessa comenta que “nesses exames eu explico a parte técnica para os cuidadores, mas com uma linguagem acessível para que eles entendam por que o médico solicita e o que acontece durante o exame, para que eles façam parte dessa jornada”.

Uma proposta da cardiologista foi que alunos formandos em Medicina de várias universidades do País escrevessem sobre algum exame de forma lúdica, processo lapidado pela psicóloga Jussara, que deu encantamento ao livro. Um dos exemplos foi a radiografia de tórax. “É como se a criança fosse um modelo fotográfico e o técnico fosse o fotógrafo, que vai orientar poses e com isso a gente tem a foto do coraçãozinho da criança.”


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