Projeto de humanização do HC oferece atendimento personalizado às crianças

Segundo Lisa Suzuki, o setor de ressonância magnética do Instituto da Criança do HC oferece ambiente colorido para amenizar os impactos psicológicos nas crianças e tem coleta de exames personalizada

Projeto de humanização transforma o setor de ressonância magnética do Instituto da Criança e do Adolescente em fundo do mar – Foto: HCFMUSP

Projeto de humanização transforma setor de ressonância magnética do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP em fundo do mar, com direito a submarino amarelo, adesivos de animais aquáticos e paredes em tom de azul oceano. O objetivo é personalizar o atendimento das crianças, diminuir os impactos psicológicos causados pelo exame e tornar a experiência lúdica.

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, a médica Lisa Suzuki, coordenadora do setor de Radiologia do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que a ambientalização vai desde a recepção, a sala de preparação para exames, até a sala de ressonância. O colorido do tema fundo do mar substitui as paredes brancas e frias do hospital e tem surpreendido os pequenos: “Os setores que foram humanizados são os que as crianças passam mais tempo. A criança, ao chegar no hospital, já tem a surpresa e essa distração. A partir daí, já passa a ter menos ansiedade, porque a ansiedade não é só na hora de realizar o exame, é em todo o processo, desde a chegada, a espera, o preparo e a entrada (na sala de exame)”.

Os setores que foram humanizados são aqueles em que as crianças passam mais tempo – Foto: HCFMUSP

A médica informa que o projeto sempre foi uma meta, mas só foi possível devido a uma parceria com o fabricante dos equipamentos do instituto. A implementação do projeto deveria ter ocorrido no início deste ano, mas atrasou devido à pandemia. Diminuído o pico da doença no Estado de São Paulo, a ambientalização foi realizada de modo a coincidir com o retorno das crianças ao hospital: “Foi uma surpresa agradável não só para as crianças, mas para todo mundo, inclusive os pais, os responsáveis e também os próprios funcionários do setor”. Antes da mudança, o setor possuía imagens coloridas para amenização, mas não eram tão exuberantes quanto o projeto instaurado.

O projeto de humanização é a continuação do projeto Amigo da Criança, em funcionamento desde 2005, cujo objetivo é personalizar o atendimento dos pacientes. Liza compartilha que o Amigo da Criança preza que tanto a coleta de exames, como sangue, por exemplo, quanto a tomografia e a questão da radiação devem ser proporcionais ao peso da criança ou do adolescente e não padronizados. “Essas são técnicas de exame e coleta. Agora, essa terceira parte, que seria humanização, é a parte mais psicológica. Nós tentamos fazer como um todo esse atendimento personalizado para as crianças e adolescentes”, afirma.

O colorido do tema fundo do mar substitui as paredes brancas e frias do hospital – Foto: HCFMUSP

Para a médica, o fator de distração causado pela ambientalização é positivo, já que deixa as crianças mais tranquilas para realizar o exame de ressonância: “Sem dúvidas esse ambiente deixa a criança mais relaxada e os pais também, então, tudo isso tem influenciado positivamente para melhorarmos o fluxo não só de trabalho, tempo e exame, mas também o impacto psicológico sobre as crianças”.

Ouça a entrevista na íntegra pelo player acima.


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