Profissionais de saúde devem estar preparados para a realidade da morte, afirma doutora em enfermagem

O profissional de saúde tem de levar em conta que nem sempre vai poder curar o doente

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Acompanhe a entrevista da repórter Simone Lemos com a pesquisadora e doutora em enfermagem Regina Szylit Bousso.

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Como se lida com a morte ? Um assunto espinhoso, que os profissionais de saúde, mais cedo ou mais tarde, têm de enfrentar no diálogo com seus pacientes e os familiares destes. Para a pesquisadora e doutora em enfermagem Regina Szylit Bousso, do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto (Nippel) da Escola de Enfermagem da USP, o tema da morte sempre é difícil, porque nos lembra da finitude da vida, ou seja, que todos nós, queiramos ou não, vamos morrer um dia. E o papel do profissional de saúde é incorporar essa realidade no trato com seus pacientes. Nem sempre, porém, isso acontece, sobretudo quando o médico carrega consigo a convicção de que a cura sempre é possível.

Foto: Riva/Wikimedia Commons
Foto: Riva/Wikimedia Commons

Segundo Regina, os cursos de graduação estão cada vez mais preocupados em preparar o profissional para a realidade da morte, seja por meio de  cursos de especialização e extensão, seja por intermédio dos chamados Cuidados Paliativos. Definidos pela Organização Mundial da Saúde em 2002, esses princípios primam por uma abordagem ou tratamento que melhore a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças consideradas terminais.

“Cada vez mais é preciso falar sobre a morte”, afirma Regina, e esse é um dos objetivos principais do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto. Uma das atividades ali  desenvolvidas hoje é pesquisar sobre livros infantis que falem sobre o tema, oferecendo-os a crianças do ciclo básico de ensino, pois “quanto mais cedo a criança for preparada para a morte, melhor vai aprender a lidar com isso ao longo da vida”.

 

 

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