Professor Paulo Saldiva analisa o violento trânsito brasileiro

Segundo Saldiva, os países cujo trânsito é mais letal são aqueles que registraram crescimento acelerado de sua frota de veículos

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Foto: Cecília Bastos/USP Imagens
Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Como tema de sua  coluna semanal na Rádio USP, o professor Paulo Saldiva escolheu os acidentes de trânsito no Brasil e suas consequências. Nosso país, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), está entre as nações cujo trânsito é o mais letal em todo o mundo. A estatística não mente: a taxa é de 23 mortes a cada 100 mil habitantes, quando a meta da OMS é de cinco mortes a cada 100 mil habitantes.

Países considerados de trânsito seguro, como Israel e Japão, por exemplo, ostentam uma taxa próxima a uma morte a cada 100 mil habitantes. No Brasil, além das 30 mil mortes ocorridas anualmente, o trânsito deixa sequelas como a deficiência física permanente, que vai implicar na queda da renda das famílias, no rombo da Previdência e em uma situação absolutamente intolerável.

Está demonstrado que os países de trânsito mais letal são aqueles que registraram crescimento muito acelerado de sua frota de veículos, sem que, por outro lado, tenha havido tempo para reformatar a chamada cultura de dirigir.

Saldiva lembra que a culpa não cabe somente aos motoristas, mas também aos pedestres, que necessitam ser educados para, por exemplo, utilizar as faixas de segurança, ciclistas e motociclistas. De acordo com o professor, é preciso investir em educação e na melhoria das rodovias.

O que não se pode, argumenta ele, é admitir que as mortes pelo trânsito ocorridas no Brasil superem os óbitos registrados em países conflagrados – como a Síria -, como acontece hoje.

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