Problemas psicológicos interferem no tratamento do AVC

Sobreviventes com sequelas têm maior tendência a desenvolver apatia e depressão durante o tratamento

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Na coluna Minuto do Cérebro desta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre os problemas psicológicos que um paciente com AVC pode desenvolver. O professor lembra que, com o passar dos anos, tem havido uma evolução no tratamento, entretanto, “juntamente com o aumento no número de sobreviventes com sequelas, há também um aumento no número de pacientes incapacitados por problemas neuropsiquiátricos”.

Pontes Neto lembra que esses agravantes acabam ocasionando problemas como depressão e apatia e, junto desses problemas, os pacientes acabam ficando incapacitados de desenvolver uma boa qualidade de vida.

Ao falar da apatia, o professor conta que “esses pacientes não têm ou perdem o ânimo, a vontade ou até mesmo o interesse em desenvolver atividades e, com isso, acabam muitas vezes ficando sentados ou deitados, sem iniciativa, sem interação, e isso pode ser bastante prejudicial para o processo de reabilitação”.  

O professor lembra que é muito comum confundir  apatia com depressão, afinal, o paciente que perde a vontade acaba desenvolvendo melancolia e tristeza, mas o manejo desses problemas tem que ser feito de forma diferente. “Então, este diagnóstico não é muito fácil, requer uma avaliação e é importante saber que o paciente com AVC frequentemente apresenta esses tipos de distúrbios e que o tratamento colabora para a habilitação do paciente.”

Ouça acima na íntegra a coluna Minuto do Cérebro.

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