Privatização da Eletrobras não melhora a qualidade do serviço

Professor da FEA explica em quais condições a privatização é necessária e argumenta ser contra a venda da estatal

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O controle acionário da Eletrobras poderá ser posto a venda pelo governo, e as opiniões a respeito da possível privatização se dividem entre os especialistas da área. Para o professor Paulo Feldmann, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e ex-presidente da Eletropaulo, o atual cenário brasileiro comprova que a venda da Eletrobras não é uma boa ideia.

Ele diz que as empresas de energia elétrica que foram privatizadas, como é o caso da Eletropaulo, aumentaram os preços cobrados e não melhoraram a sua atuação e eficiência. Segundo o professor, privatizar só faz sentido quando incentiva a concorrência entre empresas e, no setor de energia elétrica, não há como ter mais de uma empresa competindo. A Eletrobras apenas mudaria de monopólio estatal para monopólio privado e não possuiria nenhum incentivo para melhorar seu serviço ou reduzir suas tarifas.

Feldmann também defende que a privatização depende mais do setor do que do modelo e que a venda da Eletrobras só está acontecendo porque o governo tem um déficit muito grande e precisa de caixa para cobrir seus rombos. Ele revela que, para melhorar a eficiência das empresas estatais, é necessário uma maior organização interna, com equipes técnicas e sem a indicação de cargos por parte dos governantes.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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