Presidente eleito radicaliza na escolha do novo ministro da Educação

Isto porque a tendência era a opção por um educador mais neutro em relação a propostas polêmicas como a do Escola sem Partido

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Dando sequência à formação de sua equipe de governo, o presidente eleito Jair Bolsonaro escolheu Ricardo Vélez-Rodriguez para o Ministério da Educação. Para o cientista político André Singer, a opção por esse nome representa uma virada importante, “porque, num primeiro momento, estava sendo cogitado um educador mais neutro em relação às questões polêmicas do momento, sobretudo a proposta do Escola sem Partido”. No entanto, o presidente eleito parece ter cedido à pressão de setores mais aguerridos, ao optar por um ministro cuja posição é francamente favorável ao Escola sem Partido.

Singer entende que o projeto Escola sem Partido é muito controvertido. Há inclusive quem diga que sua implantação representaria instituir a censura em sala de aula. Controvérsias à parte, tudo indica que Bolsonaro pendeu para uma opção mais radical, o que “faz prever um ambiente conflitivo, pelo menos na área da educação, e talvez até mais amplamente na área da cultura”, conclui o colunista.

 

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