Poupança perde espaço no mercado de investimentos conservadores

Tesouro Direto e fundos ETF se destacam por alta rentabilidade e baixa tributação

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O investidor conservador, que tem aplicado renda na poupança, tem uma nova opção para aplicar em renda fixa, o primeiro fundo do tipo ETF (do inglês Exchange Trade Funds), ou seja, baseado em um índice, que segue o desempenho dos contratos de juros futuros (DIs) com prazo médio de três anos. Uma das vantagens é a alíquota do Imposto de Renda, inferior à de investimentos tradicionais, como os fundos, Tesouro Direto e  Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Além disso, pode ser feito com baixo valor de aplicação, a partir de R$ 100, por exemplo.

Arte sobre foto de Marcos Santos / USP Imagens

Buscando esclarecer a complexidade que é o mercado de investimentos, o professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, José Roberto Savóia, explicou que o fundo ETF simula o desempenho do DI. É um investimento que busca uma renda fixa, com correção próxima da taxa Selic, o juro básico da economia, e que tem a vantagem de ser tratado como renda variável, o que leva a uma tributação menor. O professor diz que será uma excelente alternativa para o investidor que conta hoje com o Tesouro Direto, com o CDB e com a poupança, para os mais conservadores.

Savóia conta, também, que a poupança perdeu competitividade frente a instrumentos de renda fixa. As pessoas que buscam um investimento mais conservador e não se mantiveram com a poupança migraram para o Tesouro Direto, que é um título público, e, portanto, com baixa probabilidade de quebrar. Ele explica que esse tipo de investimento é, de fato, mais vantajoso que a poupança, devido à rentabilidade, que pode atingir a marca de 1% a 1,5% ao ano, além de algumas instituições financeiras terem zerado a cobrança de serviços sobre a manutenção de conta de Tesouro Direto.

Por fim, o professor lembra que o investidor deve se atentar à alíquota de Imposto de Renda descontada da aplicação e à taxa de administração cobrada, que precisa ser colocada na balança com o rendimento líquido (pós-deduções) que o investimento trará. Para isso, Savóia sugere que se peça à instituição financeira uma simulação dos rendimentos após um ano.

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