Pós-verdade embaralha o falso e o real no jogo das aparências

O mundo passa por momentos conturbados, onde nem tudo é o que aparenta

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Falar uma coisa e fazer outra nunca foi atípico no mundo da política, principalmente agora, que vivemos em tempos de pós-verdades. Em  sua coluna semanal para a Rádio USP, a professora Marília Fiorillo cita dois exemplos, os quais, de acordo com ela, revelam que o mundo está se tornando psicótico ou bipolar. O primeiro diz respeito a Donald Trump, que cansou de repetir que a participação norte-americana na Otan deveria diminuir. De uma hora para outra, ele voltou atrás em sua posição e agora diz que aquela entidade deve ser apoiada.

O outro exemplo vem da Síria, mais especificamente de Bashar al- Assad, que, em entrevista, negou que tenha havido ataque com armas químicas em território sírio. As evidências que apontam  para o crime teriam sido fabricadas, na versão de Assad.

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