Poluição atmosférica pode levar ao declínio cognitivo

É o que revela estudo chinês com mais de 25 mil pessoas, que encontrou correlação entre a má qualidade do ar e o declínio cognitivo

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Nesta semana, o professor Octávio Pontes Neto fala sobre os danos que a poluição atmosférica pode causar na saúde do ser humano, como o aumento de doenças respiratórias e alérgicas e também as doenças cardiovasculares em geral.

Estudos mais recentes têm investigado o impacto da poluição atmosférica no desempenho cognitivo de idosos. Segundo o professor Pontes Neto, acaba de ser publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) estudo chinês com mais de 25 mil pessoas, acompanhadas durante quatro anos e avaliadas com testes de performance cognitiva, sobretudo testes de cálculos matemáticos e linguagem verbal. “Esse estudo encontrou uma correlação importante entre a má qualidade do ar e o declínio cognitivo, especialmente para os testes de linguagem verbal, particularmente importante em homens idosos e com baixo grau de escolaridade.”   

Pontes Neto diz que os pesquisadores especulam que essa disfunção cognitiva, associada à poluição, está relacionada à disfunção da substância branca. Provavelmente, diz o professor, “acontece um acúmulo de agentes poluentes nessa substância branca, que é a região mais profunda do cérebro e responsável pela comunicação das áreas cerebrais, e estaria relacionada à disfunção da área das habilidades verbais e capacidade de comunicação dos indivíduos”.

O professor finaliza dizendo que “esses resultados são preliminares, mas servem de alerta da importância do prejuízo cognitivo, mais um efeito deletério da poluição atmosférica, sobretudo nos países em desenvolvimento”. Ouça acima, na íntegra, o comentário do professor Octávio Pontes Neto.

Por: Júlia Gracioli

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