Política de tirar os radares das rodovias é populista e negativa

Luciano Nakabashi afirma que as pessoas não gostam desse tipo de controle, portanto, a medida é considerada um apelo popular

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Na coluna Reflexão Econômica desta semana, o professor Luciano Nakabashi comenta sobre a decisão do governo de tirar os radares das rodovias federais e afirma que essa é uma política populista, porém negativa socialmente para o Brasil. Segundo Nakabashi, um dos princípios básicos da economia é que os indivíduos reagem a incentivos, por isso, a implantação dos radares nas rodovias auxilia para que se tenha um bom comportamento no âmbito social. De fato, os radares nas rodovias e nas cidades diminuem o número de acidentes e aumentam o cumprimento das regras como limite de velocidade e ultrapassar o sinal vermelho.

No Brasil, segundo o professor, as pessoas não seguem as regras de uma forma geral e não gostam desse tipo de controle, portanto, a medida é considerada um apelo popular. Nakabashi diz que a observação é de que ainda existe um grande espaço para melhorar o convívio social dos brasileiros, e medidas como o radar são recomendáveis não só para essa melhora, mas também para reduzir os desastres e os custos para o sistema público de saúde. “Toda política que vá na direção de apoiar um melhor convívio e uma melhor consciência social por parte do brasileiro é muito bem-vinda e necessária, para que todos nós possamos viver em um país mais civilizado e organizado”, conclui.

Ouça acima, na íntegra, a coluna Reflexão Econômica.

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