PF reúne hoje conhecimento sobre crime organizado e corrupção

Pela primeira vez, ex-diretores da Polícia Federal reúnem-se em evento no IEA para compartilhar experiências

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Pela primeira vez, três ex-diretores da Polícia Federal (PF) estarão reunidos num evento público para analisar, a partir de suas experiências à frente do órgão, as principais características do crime organizado e da corrupção no Brasil. O seminário Corrupção e Crime Organizado a partir da Experiência da Polícia Federal será realizado na próxima segunda-feira, no Instituto de Estudos Avançados (IEA). Os expositores serão os ex-diretores Luiz Fernando Correa (2007-2011), Leandro Daiello (2011-2017) e Rogério Galloro (2018). Eles tratarão das transformações institucionais pelas quais a PF passou nas últimas décadas.

“A Polícia Federal, nos últimos 20 anos, passou por um processo de transformação. Internamente, aconteceu a contratação de novos profissionais, chegaram equipamentos. Agora, o órgão tem um quadro administrativo que não existia até os anos 2000. Há variedade de especialistas e a atuação acontece em várias frentes”, conta o professor Rogério Bastos Arantes, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, ao Jornal da USP no Ar.

Temer, Moreira Franco e coronel Lima prestam depoimento na PF no Rio – Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil

Segundo Arantes, o organizador do seminário, a intenção do evento é esmiuçar a larga experiência da direção da Polícia Federal acerca do crime organizado e da corrupção. “O conhecimento brasileiro sobre o assunto está nas mãos do órgão”, diz.  O professor ressalta a importância da cooperação entre os corpos policiais do mundo. “Além da Interpol, organização internacional antiga, existe uma rede de compartilhamento de informações, permitindo um trabalho inteligente. Neste processo, a PF é beneficiada, e se dá um aprimoramento do combate à lavagem de dinheiro e crimes monetários transnacionais”, afirma.

“A atuação dos policiais federais garantiu credibilidade à instituição, anteriormente desacreditada. Estados (na polícia civil e militar) ainda têm uma dificuldade, histórica, na investigação criminal. Porém, a PF já certificou sua capacidade de apuração ao longo dos últimos anos”, diz o cientista político. De acordo com ele, o prestígio é tamanho que assegurou parcerias com o Ministério Público (MP), Corregedoria Geral da União (CGU), Receita Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Tribunal de Contas. Essa colaboração facilita a averiguação das contas do País.

“É um evento inédito no País. Trata-se da primeira vez que esses três ex-diretores reúnem-se com essa finalidade (falar da experiência no combate ao crime organizado)”,  declara Arantes. O seminário ocorrerá das 9h30 às 16h, no dia 20 de maio, na Sala Alfredo Bosi do Instituto de Estudos Avançados. Apesar de gratuito, o evento requer inscrição prévia. Garanta seu lugar neste link. Esse evento, excepcionalmente, não será transmitido ao vivo no site do IEA.

 


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