Pesquisa depende de incentivo e financiamento

Um evento na USP vai debater a importância da pesquisa para o desenvolvimento do País, que ainda tem muito a avançar nessa área

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Ter trabalhos científicos divulgados é um dos maiores orgulhos dos pesquisadores. Somado a isso, há um maior esclarecimento para a população quanto ao que é produzido pela ciência, mesmo que isso seja uma enorme dificuldade atualmente. Preocupado com a problemática, o Programa de Pós-Graduação em Pediatria, com apoio da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina (FM) da USP, realizará o “1º Ciclo de Palestras de Incentivo à Pesquisa – CPIP”, no dia 18 de março.

“Precisamos falar da importância da pesquisa para o desenvolvimento sustentável do País. Conhecemos todas as dificuldades políticas que enfrentamos nos últimos anos, que vêm se agravando. [Por isso] estamos em busca de alternativas para contornar essa situação”, explica a coordenadora do CPIP, Sandra Vieira, do Instituto da Criança (ICr) do Hospital das Clínicas (HC) e professora do Programa de Pós-Graduação em Pediatria da FM, em entrevista ao Jornal da USP no Ar.

O ciclo vai trazer especialistas com relevância nacional e internacional: os professores Cesar Victora, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e Emmanuel Burdmann, da FMUSP. Sandra afirma que os temas tratados (produção científica e captação de recursos) são bastante relevantes, visto que são obstáculos na divulgação da pesquisa no País. “[Queremos] incentivar não só jovens pesquisadores, mas todos aqueles envolvidos com a produção científica.”

Segundo a professora, o Brasil ainda não atingiu sua capacidade máxima em termos de pesquisas. “De forma geral, para que ocorra o desenvolvimento do País, a pesquisa depende muito de incentivo governamental e financiamento. Atualmente, estamos em uma restrição de verbas para a ciência, tecnologia e inovação”, aponta. Há ainda outra dificuldade, a educacional, que deve ser vista a longo prazo com melhor formação do ensino básico a partir de agora.

“Um terceiro ponto é aprimorar a divulgação da ciência para a comunidade, ou seja, [se perguntar] ‘para que serve a ciência? Qual o impacto no dia a dia das pessoas?’. Essa é uma fraqueza muito grande da nossa ciência atualmente no Brasil. A população nem valoriza tanto a ciência, por não entender nem ter acesso à divulgação. Temos muita coisa para divulgar e vamos trabalhar para isso”, garante Sandra Vieira. O primeiro CPIP acontece no Teatro da Faculdade de Medicina, no dia 18 de março, às 11 horas, e não é necessário realizar inscrições. Mais informações podem ser obtidas clicando aqui.

Ouça a entrevista completa no player acima.


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