Pesquisas científicas perdem espaço nas Olimpíadas

Artigos científicos relacionados à ginástica artística e rítmica, gerados a partir da competição, diminuíram 15%

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Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago analisa a quantidade de publicações científicas  sobre Ginástica Artística e Rítmica desde 1987. Santiago diz que dividiu a análise em períodos de quatro em quatro anos, mais especificamente os jogos olímpicos de 1988, na Coreia do Sul, até 2016 no Brasil.   

O professor utilizou como base os websites PubMed e ScienceDirect e revela que “dos jogos em Seul, na Coreia do Sul, até os de Sydney ,na Austrália, existia uma estabilização muito baixa na produção de artigos científicos sobre ginástica artística e rítmica, algo de aproximadamente três ao ano”. Entretanto, diz o professor, após os jogos de Londres, houve um ápice na produção dos artigos, e a competição se tornou um celeiro de produções científicas, com 53 em média, por ano.

Santiago alerta que o fator mais preocupante dessa análise foi constatar que, após os jogos no Rio de Janeiro, em 2016, o número de publicações só caiu, com uma média de 18 ao ano. “Este ano, a média está ainda menor, com somente oito publicações nesses periódicos.”

“Em geral, as Olimpíadas são verdadeiros laboratórios de conhecimento, o fato desta queda estar acontecendo é preocupante, pois espera-se que o evento gere conhecimento relacionado a estruturas, transporte, tecnologias e, principalmente,  pesquisas científicas, fato que colabora para o desenvolvimento não só de atletas, mas também da população” conclui.

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ciência e Esporte.

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