Pesquisador da USP recebe maior honraria do CNPq

Professor Bagnato se dedica à difusão do ensino em ciências como membro da Academia das Ciências do Vaticano

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O pesquisador e atual diretor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, professor Vanderlei Salvador Bagnato, recebeu esta semana o Prêmio Almirante Álvaro Alberto – 2019, a maior honraria concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Formado, simultaneamente, em Física pela USP e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é doutor em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Publicou cerca de 700 artigos em periódicos especializados. Possui 29 capítulos de livros e 7 livros publicados. Entre os diversos prêmios e homenagens, destaca-se o título de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, concedido pela Presidência da República, em 2007. O Jornal da USP no Ar conversou com o professor sobre a importância do ensino da ciência.

Detentor de uma produção colossal, o professor Bagnato dedica sua vida ao progresso da ciência, e esclarece: “Isso é uma questão que está no íntimo de cada pessoa”. Há aqueles que dedicam a vida inteira para cuidar da terra, outros para cuidar da família e alguns para o avanço do conhecimento. “É o contexto da sociedade, cada um se dedica a algo importante para a humanidade avançar”, conta o professor.

Bagnato (com o diploma) agradeceu àqueles que contribuem com a ciência no Brasil – Foto: Roberto Hilario / CNPq

Todo conhecimento já produzido é pouco, mas, ao mesmo tempo, é o maior tesouro da humanidade. Por mais básico que seja o saber, sempre será possível encontrar uma aplicação, relata Bagnato. “A partir de conceitos básicos – de leis fundamentais da natureza – entendemos como tudo acontece na nossa vida, ao nosso redor e no nosso cotidiano”, diz. O professor expõe também que cada profissional lança um olhar diferente sobre o mesmo objeto. “A física atômica e a molecular analisam o átomo de maneiras diferentes”, contribuindo, assim, para o avanço do conhecimento.

Além de produzir, Bagnato dedica parte de seu tempo para a difusão da ciência, principalmente para os jovens: “Faço parte da Pontifícia Academia das Ciências, do Vaticano, propus – e o Papa aprovou – uma conferencia geral sobre o ensino básico de ciências como ferramenta de integração”. O encontro está programado para o próximo ano; além do professor, o chanceler do Vaticano e um grupo de cardiais irão compor a organização.

“Tenho que agradecer todo dia à Universidade de São Paulo. Se eu não fiz mais, não é porque a Universidade não me deu apoio”, relata o professor Bagnato sobre sua relação com a USP, e completa: “Não sou um desses cientistas que têm razões para ir embora do país. Sou um daqueles que têm que ficar aqui e lutar”.

 


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