Pesquisador da USP desenvolve técnica para identificar poluentes no etanol

Análise do combustível, que antes chegava a 20 dias, agora varia entre dois e dez minutos

O programa Ambiente É o Meio desta semana, 30 de outubro, conversa com professor Carlos Alberto Labate, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba, sobre os contaminantes presentes na produção de etanol e as novas técnicas para identificá-los.  

Segundo o professor, o processo de produção de etanol pode ser contaminado de várias formas, desde o mosto da fabricação de açúcar até a fermentação infectada por leveduras selvagens. Labate afirma que os danos causados podem chegar à casa dos milhões, como, por exemplo, nos Estados Unidos, onde o prejuízo é estimado em cerca de US$ 3 milhões por ano. 

Labate conta que pesquisadores da Esalq desenvolveram um método de análise do combustível capaz de otimizar o tempo de procura por poluentes na levedura da composição. “A velocidade, que antes podia chegar a 20 dias, agora varia entre dois e dez minutos.” 

O professor explica que a técnica mais rápida foi pensada para indústrias, pois a velocidade da análise permite que os produtores acompanhem a produção “on-line”. Ele conta ainda que o método também permite um mapeamento dos talhões de cana-de-açúcar trazidos para as usinas: “Podemos fazer até mesmo a previsão de contaminação”.

Ouça no link acima a íntegra do Programa Ambiente É o Meio.

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