Partidos de aluguel são alvo de novas medidas na reforma política

Para Singer, a criação de cláusula de barreira e a proibição das coligações para eleições proporcionais trazem mudanças relevantes

 05/10/2017 - Publicado há 4 anos  Atualizado: 06/10/2017 as 19:00

Na terça-feira, 3 de outubro, o Senado aprovou duas medidas referentes à reforma política, uma que cria cláusula de barreira para os partidos – uma limitação de que só poderão ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV aqueles que tiverem um mínimo de votação – e outra que proíbe as coligações para eleições proporcionais. Para o cientista político André Singer, ambas são medidas relevantes e que representam alterações significativas para o País.

De acordo com o especialista, “proibir as coligações faz com que os partidos de aluguel, que existem apenas para ganhar dinheiro com a legenda, fiquem com uma capacidade de ação bem mais limitada do que têm hoje”, afirma. Já quanto à cláusula de barreira, Singer acredita que, além de também coibir os partidos de aluguel, a medida é uma tentativa de evitar “a excessiva fragmentação da Câmara”.

Entretanto, para ele, a ação traz alguns problemas, já que pequenos partidos ideológicos, como por exemplo o PSTU, podem deixar de existir, já que nem sempre conseguem a votação mínima exigida. “Tanto pequenos partidos de esquerda quanto partidos de direita precisam ter representação no parlamento”, finaliza. Ouça mais no áudio acima.


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