Para Renato Janine, Capes e CNPq não devem ser fundidos

Nesta semana, o colunista explica as diferenças entre as duas entidades e conta por que é contra a fusão delas

Há rumores, dentro do meio científico, de que haverá uma fusão entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em sua coluna desta semana, Renato Janine Ribeiro explica a diferença entre as entidades e por que é contra a fusão delas. Para o professor, unir as duas agências seria bastante complexo e negativo para a ciência brasileira.

A Capes, conta o docente, é uma entidade que avalia os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados). Já o CNPq avalia pesquisadores individuais e ou em grupos de pesquisa, mas não necessariamente programas de pós-graduação. São duas vocações diferentes, inclusive, concedendo bolsas iguais em alguns casos, como mestrado e doutorado, mas bolsas também diferentes, como as bolsas individuais de produtividade em pesquisa, que somente o CNPq dá.

“Você juntar os dois seria uma complicação danada, porque você precisaria fazer duas avaliações praticamente contraditórias: avaliação de um programa de pós-graduação, que às vezes tem dezenas de professores, Capes, e uma avaliação de um indivíduo ou dele com um pequeno grupo, CNPq. Você não consegue fazer essas duas avaliações ao mesmo tempo”, destaca o colunista.

Fora isso, o CNPq está mais voltado à pesquisa e se aproxima mais da pesquisa e inovação, além de pertencer ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Já a Capes pertence ao Ministério da Educação (MEC) e forma professores, pesquisadores e grupos grandes de pós-graduação.

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ética e Política.


Ética e Política
A coluna Ética e Política, com o professor Renato Janine Ribeiro, vai ao ar toda quarta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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