Para colunista, considerar olimpíada como “espaço solidário” pode ser uma grande falácia

Na opinião do professor Alexino Ferreira, as derrotas podem estimular o ódio e o racismo

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Foto: Wikimedia Commons
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“Considerar os jogos olímpicos como sendo um espaço solidário pode ser uma grande falácia. Muitas vezes, as olimpíadas são uma guerra fria travestida de paz.” A afirmação é do professor Ricardo Alexino Ferreira para sua coluna “Diversidades”, na qual analisa alguns casos notórios por envolverem racismo nos jogos olímpicos. O episódio talvez mais conhecido foi o de Jesse Owens, vencedor, em 1936, na Alemanha nazista, dos 100 metros, nos 200 metros rasos, no revezamento 4 x 100 metros e no salto em distância. A vitória dele, um negro, irritou profundamente o ditador genocida Adolf Hitler, que se recusou a cumprimentá-lo.

A judoca brasileira Rafaela Silva também sofreu na pele (e pela pele)  a injúria do preconceito racial. Nos jogos olímpicos de Londres, ela foi desclassificada e sofreu vários ataques raciais, sendo chamada de “macaca” nas redes sociais.

Em outro trecho de seu comentário, Alexino critica o comportamento da mídia, que valoriza os atributos físicos e de beleza de mulheres atletas, quando o foco deveria ser seu desempenho esportivo.  Por outro lado, “a maior idade é exaltada como fim de carreira”.

 

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