Os sonhos que 1968 não realizou

O professor Paulo Saldiva fala com nostalgia de um período que deixou marcas que persistem até hoje

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Na edição de hoje, o professor Paulo Saldiva fala sobre o legado deixado pelos 50 anos dos protestos do ano de 1968. Para Saldiva, desde aquele período, muita coisa ainda não acabou e os sonhos envelheceram. “Assim como nós, eles ficaram entupidos, não conseguem mais falar ao nosso coração e também não conseguem mais exercer o mesmo fascínio que tinham, pois os sonhos foram traídos pela minha geração, que não soube entregar um mundo melhor à geração que hoje chega.”

Embora desiludido, Saldiva não acha que as coisas pioraram de 1968 para cá. “O problema é que não melhoramos com a velocidade que esperávamos ter, quando ainda jovens naquela época. Deve ser difícil para um jovem de hoje acreditar na capacidade de mudar o mundo para uma coisa melhor. Hoje está difícil até sonhar.”

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Saúde e Meio Ambiente.

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