Os novos tiranos, arautos da boçalidade

Em vez de ocultar seus crimes, constata Marília Fiorillo, eles se orgulham de propagá-los ao mundo

Em sua coluna desta semana, a professora Marília Fiorillo trata de uma nova forma de tirania, aquela que, ao invés de acobertar seus crimes, dispõe-se a vangloriá-los. Hitler, Pinochet e Idi Amin Dada – para citar três “tiranos delinquentes” – não se jactavam de seus crimes, procurando antes acobertá-los, o que já não acontece em tempos atuais. “Hoje, o gosto pelo obsceno e pela boçalidade respinga da boca de vários governantes como se fosse um signo de sinceridade.” Trata-se de líderes cujas linguagens e atos são indecorosos, insultantes, descarados e mesmo sórdidos.

“Sem qualquer pudor”, diz Marília, “incentivam o genocídio, estimulam milícias para caçar imigrantes como se fosse um safári, bradam que quem não está com eles está contra eles e que adversários merecem prisão, exílio ou morte”. Nessa toada, não economizam nas expressões de baixo calão, num estilo que a colunista define como boçal e que não deve ser confundido com escatológico, palavra cuja origem é mais nobre e que nada tem a ver com o que ela chama de cruzados da boçalidade.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Conflito e Diálogo.


Conflito e Diálogo
A coluna Conflito e Diálogo, com a professora Marília Fiorillo, vai ao ar toda sexta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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