Os espaços públicos fechados de um país dividido

Wisnik relaciona a falência dos espaços públicos à realidade atual do Brasil

Na sequência de sua análise, semana passada, do filme Democracia em Vertigem, o professor Guilherme Wisnik fala aqui sobre arquitetura moderna e a noção de espaço público no Brasil. No documentário de Petra Costa, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, é retratada como um grande espaço público cortado e separado por um muro, o que, para o colunista, simboliza o que acontece hoje em um país dividido e fragmentado pelo ódio, “no qual o espaço público, que deveria ser o lugar de todos, o lugar do encontro, o lugar da igualdade, se vê segmentado, bloqueado”.

Wisnik engloba nesse raciocínio o Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, um dos primeiros exemplares da arquitetura moderna no Brasil, hoje fechado para reformas. Para ele, o Palácio Capanema e a Esplanada dos Ministérios são como que emblemas de um “beco sem saída”, o fim de uma ideia que era a emancipação pela arquitetura, aqui vista como algo maior, algo que incorpora a própria noção de bem estar social, mas algo que, na prática, não se concretizou.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Espaço em Obra.


Espaço em Obra
A coluna Espaço em Obra, com o professor Guilherme Wisnik, vai ao ar toda quinta-feira às 9h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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