ONU cobra a demora na apuração da morte de Marielle Franco

Paulo Sérgio Pinheiro considera grave o fato de que nada tenha sido apurado em relação à morte da vereadora e de seu motorista

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Relatores da ONU disseram nesta segunda-feira (26) que consideram o assassinato de Marielle Franco, do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL -,  e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, como alarmante, já que ele tem o objetivo de intimidar todos aqueles que lutam por direitos humanos e pelo Estado de Direito no Brasil. A vereadora e seu motorista foram assassinados em 14 de março, na zona central do Rio de Janeiro, quando retornavam de um  evento.

Marielle era uma crítica do decreto de 16 de fevereiro, que autoriza a intervenção federal em questões de segurança pública no Rio de Janeiro. Passados 13 dias, as autoridades policiais do Estado do Rio se mantêm em silêncio quanto ao resultado das investigações.

O professor Paulo Sérgio Pinheiro vê com muito entusiasmo o manifesto divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na sua avaliação, é uma demonstração de que o caso está sendo acompanhado detidamente.

Pinheiro é professor de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência, ambos da USP, e presidente da Comissão Internacional de Investigação para a Síria pela ONU.

Acompanhe a entrevista completa no áudio acima.

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