Olimpíada de informática colabora para criar experiência em alunos

Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP receberá a 21ª Olimpíada Brasileira de Informática

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Computação – Foto: Visual Hunt

As olimpíadas de ciências exatas ganham cada vez mais força no Brasil como um ambiente de estímulo às carreiras na área e de desenvolvimento de habilidades. Entre elas, se destaca a Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), iniciativa da Sociedade Brasileira de Computação, organizada pelo Instituto de Computação da Unicamp, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A OBI possui ampla abrangência, envolvendo alunos desde o 5º ano do ensino fundamental até aqueles que já estão na universidade. Na próxima quinta-feira, dia 30, será aplicada a prova ao nível sênior da modalidade programação da competição, e o ICMC – em São Carlos – será um dos locais de aplicação. Esta categoria é destinada para alunos do quarto ano do Ensino Técnico e alunos cursando pela primeira vez o primeiro ano de um curso de graduação na área das ciências exatas.

Existe a possibilidade de inscrição prévia para a prova através deste link, porém há alternativa, caso o aluno queira, de apenas descobrir como é a experiência. “Ele pode fazer a prova e, se tiver gostado, se inscrever até dois dias depois de ter participado”, disse Raphael Medeiros ao Jornal da USP No Ar, membro do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA) responsável pela aplicação da prova da OBI no ICMC.

Os números são relevantes, e mesmo variando muito de ano para ano, a Olimpíada Brasileira de Informática possui uma média de 1.500 a 2.000 inscritos para sua fase inicial. Dividida em três fases, Medeiros conta que geralmente um terço do total avança para o estágio seguinte. Restam aproximadamente 20 concorrentes na fase final, quando acontece uma premiação em medalha e menção honrosa pela Unicamp.

A participação brasileira em olimpíadas tem sido relevante e com presença crescente de alunos oriundos da escola pública. Medeiros relembra uma situação em São Carlos, na qual um aluno de escola pública, medalhista de ouro em olimpíada, ingressou na Universidade e atingiu um ótimo desempenho por ter essa experiência acumulada.

Não é incomum essa condição se repetir – ele explica que, mesmo sendo necessário um esforço pessoal considerável para estudar e participar de olimpíadas, a bagagem que se cria inevitavelmente acaba sendo útil  para o desenvolvimento do aluno na área. “Existem muitas pessoas que ainda não conhecem as olimpíadas de informática, e é muito importante falarmos sobre”, conclui.

Mais informações sobre a 21ª Olimpíada Brasileira de Informática podem ser obtidas com a coordenação do evento através do e-mail olimpinf@ic.unicamp.br, do telefone (19) 3521-5863, ou neste link.

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