O instável mercado futuro do petróleo

O professor José Goldemberg analisa, em sua coluna, o mercado do petróleo, que os EUA já produzem a partir do xisto

Em 2017, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) aliou-se à Rússia e a outros países produtores em um acordo para reduzir a oferta do petróleo, pois os preços do produto estavam caindo muito. Isso, no entanto, encorajou as exploradoras norte-americanas de xisto a produzir mais. Em sua coluna semanal para a Rádio USP, o professor José Goldemberg faz uma análise a respeito do mercado de petróleo num futuro próximo. De acordo com ele, a tese de que o produto ia acabar como justificativa para o preço subir mostrou-se completamente equivocada. O cartel da Opep sempre funcionou a contento, mas a produção de petróleo de xisto nos EUA teve tal sucesso que começou a perturbar a hegemonia daquele cartel.

O colunista explica que a produção de petróleo nos EUA teve um efeito positivo no mundo todo. Ele prevê que o consumo de petróleo irá acabar deixando de subir, o que já aconteceu nos países desenvolvidos. “O único modo pelo qual ainda há um  grande interesse no petróleo é porque os países em desenvolvimento ainda estão consumindo muito petróleo.” No entanto, isso pode mudar, até porque os carros elétricos já são uma realidade a sinalizar para a necessidade de menos petróleo.

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