Estudos brasileiros na Antártida correm risco de ser interrompidos

Pesquisadora analisa o cenário atual e a possível interrupção de pesquisas do País no continente

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O Brasil vai entregar uma nova base de pesquisa na Antártida em meados de 2019, para substituir a antiga, que foi destruída por um incêndio em 2012. A notícia, que, a princípio, parece ótima, começa a ganhar outros contornos. Por falta de verba, não só esse novo centro de estudos pode ser inaugurado sem equipamentos e pesquisadores, como o próprio Programa Antártico Brasileiro tem chances de ser interrompido. Caso isso ocorra, o País perde poder de voto no Tratado Antártico.

Vivian Helena Pellizari, professora associada do Instituto Oceanográfico (IO) da USP e coordenadora de um projeto de pesquisa em microbiologia polar na Antártida, conta que as pesquisas no local influenciam diversas áreas, como climatologia, oceanografia, geociências, entre outras, e que muitas vezes os estudos ocorrem em parceria com outros países. Portanto, a ciência brasileira perderia muito caso esses trabalhos fossem cessados. A especialista explica também como são gastos os recursos na Antártida, e o impacto de uma possível interrupção no programa para o Instituto Oceanográfico. Confira a matéria completa no player acima.

 

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