O acordo nuclear iraniano e sua interminável guerra de retórica

Ninguém quer a guerra nem a paz, mas o conflito pode se espalhar, com o risco de incendiar a região, alerta Barbosa

Esta semana, o embaixador Rubens Barbosa trata do (des)acordo envolvendo os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano, que já se pensava ter chegado a um bom termo em 2015, quando o então presidente norte-americano Barack Obama firmou um plano de ação conjunta com os países diretamente envolvidos na questão, entre eles as grandes potências. Na época, o Irã concordou em levar adiante o seu programa nuclear apenas para fins pacíficos. No entanto, em maio de 2018, o atual presidente Donald Trump decidiu sair do acordo e – como se não bastasse – impor novas sanções econômicas àquele país, sob o pretexto de que não estava cumprindo as condições que lhe foram impostas.

Algum tempo depois, o Irã anunciou que deixaria de cumprir algumas exigências previstas no acordo. Já os EUA responderam a isso com novas sanções e ampliaram as pressões militares, sempre acompanhados de perto pela Rússia e pela China e também por Israel e Arábia Saudita, que defendem a posição norte-americana, enquanto a União Europeia se posicionou no sentido de defender a continuidade do acordo aprovado pelo presidente Barack Obama. “Até agora, apesar da retórica, ninguém quer a guerra nem a paz. Querem manter a pressão sobre o Irã e essa situação pode se ampliar rapidamente, com conflitos se espalhando pela Síria, pelo Iraque, com risco de incendiar a região”, alerta Rubens Barbosa, que admite tratar-se de uma situação de difícil previsão.

Acompanhe, pelo link acima, a íntegra da coluna Conflito e Diplomacia.

 

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