Nova alocação de recursos pode acabar com universalidade do SUS

Os critérios adotados de distribuição preocupam o professor Aquilas Mendes, que acredita numa diminuição de recursos

Gestores da saúde aprovaram recentemente um novo modelo de alocação dos recursos destinados ao SUS, que é proporcional aos pacientes cadastrados nas unidades e ao desempenho em certos indicadores.

O novo modelo preocupa o professor Aquilas Mendes, da Faculdade de Saúde Pública da USP, que comentou sobre o critério de capacitação ponderada e como ele pode prejudicar a ideia de universalidade do sistema de saúde brasileiro. O professor também comentou sobre outros dois critérios que serão utilizados na nova alocação, e como sua utilização pode criar uma competitividade entre as unidades.

Foto: Diogo Moreira/A2 via Fotos Públicas

Um estudo feito pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio de Janeiro identificou que 78 municípios, que totalizam 98,3% da população do Estado do Rio de Janeiro, perderiam recursos, correspondendo a uma diminuição de cerca de R$ 417 milhões. Para Mendes, os números mostram que os critérios estão longe dos ideais para a alocação dos recursos do SUS.

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