No último minuto, um acordo de paz para o Iêmen

Pode parecer pouco, mas é o suficiente para salvar milhões de vida, diz a professora Marília Fiorillo

 

Em sua coluna semanal para a Rádio USP, a professora Marília Fiorillo comemora o acordo celebrado na Conferência de Paz sobre o Iêmen, em uma cidade da Suécia. Após frustradas tentativas anteriores, finalmente – “no último minuto do último dia da rodada de negociação” – chegou-se a um acordo, que prevê o cessar-fogo no porto e cidade de Hodeida, além de uma troca de prisioneiros, a acontecer no início no próximo ano. “Pode parecer pouco, mas, para 22 milhões de pessoas que correm risco de morrer de fome nos próximos meses, dias ou horas, este minúsculo aceno é vital”, diz a colunista.

Com o cessar-fogo a ser monitorado pela ONU, abre-se o corredor para entrar ajuda humanitária – não só comida e água, mas também medicamentos para debelar a epidemia de cólera, causada pela falta de água potável resultante dos ataques sauditas à infraestrutura daquele país. “Comparado às toneladas de bombas que a coalizão (Arábia Saudita/Emirados Árabes Unidos) tem jogado no país desde 2016, o volume da ajuda humanitária a entrar é apenas uma fração, mas o suficiente para poupar milhões de vida.”

A professora Marília finaliza sua coluna alertando que ainda há muito a ser feito para que a paz se consolide na região. De resto, é torcer para que os sauditas parem de lançar bombas em Hodeida. Acompanhe a coluna Conflito e Diálogo, na íntegra, pelo link acima.

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