Níveis de oxigênio no ar interferem no desempenho de atletas

Viver em locais com altitude elevada e treinar em regiões baixas apresenta resultados eficazes nas competições

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Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala de um estudo realizado na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP que analisou o efeito de se viver em locais com altitudes elevadas e treinar em locais mais baixos.

O estudo foi realizado em 2018 pelo professor Marcelo Papoti, da EEFERP. O trabalho propôs que os voluntários dormissem em tendas normobáricas, que simulam o efeito de estar em uma atitude de três mil metros, seguido de um treino durante o dia.

O professor lembra que esse método já é utilizado há muito tempo por atletas de alto nível, só que em cidades com altitudes mais elevadas. “Esse treino faz com que exista um déficit de oxigênio no dia a dia do atleta, e com isso há uma adaptação do metabolismo, que possivelmente auxiliará no desempenho do atleta quando retornar para competir em uma região mais baixa.”

Mesmo ainda não apresentando resultados conclusivos, Santiago diz que o trabalho deve ser publicado ainda este ano, “e com isso poderá esclarecer dúvidas existentes na literatura e beneficiar atletas do ciclismo, natação, corrida, entre outras modalidades”.

Ouça acima na íntegra a coluna Ciência e Esporte.

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