Nem todas as práticas esportivas reduzem riscos de morte

Estudo britânico apresenta a corrida e o futebol como os piores esportes para quem visa à longevidade

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Na coluna Ciência e Esporte desta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala da importância das práticas esportivas para a saúde humana, em especial como elas podem impactar para a redução das principais causas de mortalidade.  

Santiago analisa um trabalho publicado no ano passado pelo periódico British Journal of Sports Medicine, no qual foram estudados mais de 80 mil adultos britânicos e  que fez a associação da prática esportiva com as causas de mortes.

O professor ressalta que “todas as causas de mortalidade foram reduzidas com as práticas de ciclismo, natação, esportes de raquetes e esportes aeróbicos”. No estudo, mortes especificamente por doenças cardiovasculares também apresentaram uma redução significativa com a prática dessas modalidades. Mas chamou a atenção do professor Santiago o fato de o ciclismo estar ligado diretamente a essa redução, enquanto a corrida e o futebol não se apresentaram como uma modalidade tão efetiva.

Santiago diz que é comum encontrar estudos e publicações em sites específicos que apresentem informações errôneas, como afirmativas de que o segredo para a longevidade está na natação e no tênis. Ou em um outro que diz que esportes com raquetes reduzem em 50% o risco de morte e no título da publicação fala apenas do tênis como o responsável. Por isso, o professor alerta: “Fiquem atentos com o que encontram nas mídias, nem tudo é verdade”.

Ouça acima a coluna Ciência e Esporte na íntegra.

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