Não existe banco de dados brasileiro sobre bactérias resistentes

Segundo dados da Anvisa, a KPC foi o micro-organismo que mais causou infecções em hospitais públicos e privados da cidade de São Paulo

 

Um grupo de bactérias, denominado superbactérias, é resistente ao tratamento com antibióticos. É o caso da Klebsiella pneumoniae carbapenemase, mais conhecida como KPC. Durante muito tempo, ela foi restrita a ambientes hospitalares; no entanto, estudos recentes revelaram que sofreu mutações genéticas. A médica Silvia Costa, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, diz que o controle de resistência pelo antibiótico é muito complexo. Mesmo existindo uma lei que permite somente a compra desses medicamentos com prescrição médica e a existência de comissões de controle nos hospitais, que avaliam os pacientes e determinam tempo de uso dos antimicrobianos, falta uma base de dados completa com o perfil e a resistência das bactérias que estão causando infecção na comunidade.

A professora explica que, se precisarmos dos dados de resistência bacteriana em infecções do trato urinário, no Estado de São Paulo, não temos esses dados. “Isso facilitaria muito o controle da infecção na comunidade.”

Ouça no link acima a íntegra da matéria

 

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