Mulheres latino-americanas recebem 17% menos que os homens

Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que a desigualdade é maior no setor rural

Avaliação feita pela Organização Internacional do Trabalho, divulgada no relatório Mulheres no mundo do trabalho: Desafios pendentes para uma equidade efetiva na América Latina e no Caribe, mostra que as mulheres, em nenhuma situação, ganham o mesmo ou mais que os homens e nem têm o mesmo reconhecimento, independente do seu nível de escolaridade.

Marcus Orione, professor do Departamento de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da USP, diz que não adiantam só políticas públicas para a igualdade de gênero. Ele lembra que as mulheres negras são ainda mais prejudicadas, recebendo menos até que as mulheres brancas.

Quando questionado se em algum momento poderia haver uma equiparação de valores entre homens e mulheres, o professor disse não acreditar em uma equivalência entre os sexos. Ele também citou que seriam necessárias políticas públicas para que os homens tivessem uma melhor partilha na divisão nas tarefas domésticas, já que as mulheres continuam se desdobrando para dar conta do trabalho em casa e fora dela.

Ouça no link acima a íntegra da entrevista do professor Marcus Oriene à repórter Simone Lemos.

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.