Mudanças na classificação funcional de atletas barram nadador paralímpico

André Brasil foi impedido de disputar em sua antiga classe devido às mudanças anunciadas pelo Comitê Paralímpico Internacional

O Comitê Paralímpico Internacional anunciou novas alterações na classificação funcional dos atletas, que define em que classe o esportista irá competir. As alterações prejudicaram alguns competidores, como o nadador André Brasil, que foi impedido de disputar em sua antiga classe, S10. Luciane Tonon, pesquisadora da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, comenta sobre o funcionamento dos jogos e os impactos da decisão na vida dos atletas.

Em esportes como a natação, os atletas são classificados entre S1 e S10, sendo a primeira categoria para uma lesão mais severa. A mudança prevê maior justiça entre os competidores, garantindo que todos estarão em nível semelhante durante as disputas. Isso, no entanto, pode prejudicar atletas e tirá-los dos jogos. André Brasil, por exemplo, não poderá mais competir, pois sua deficiência não se encaixa mais nas regras da categoria.

O nadador paralímpico André Brasil – Foto: Agência Brasil/CC BY 3.0 br

Luciane comenta a importância do esporte na vida desses atletas e no grande impacto que tal decisão tem no sentido humanitário. Algumas vezes, mudar sua posição pode significar uma melhora ou piora em seu quadro, mas estar competindo continua sendo sinônimo de alegria. Por outro lado, em casos em que a pessoa sempre competiu e, de repente, deve abandonar os jogos, é uma tristeza imensa e uma grande perda para o esporte paralímpico.

A mudança proposta pelo Comitê Paralímpico Internacional procura ser justa, mas traz consequências negativas evidentes. Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, afirmou que não há preparação adequada dos classificadores e que a história de André Brasil acabou devido a um “processo intempestivo e mal preparado”.

Ouça a matéria na íntegra no link acima.

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