Mudança na Constituição chinesa não reflete vontade da população

Especialista da USP esclarece que a emenda foi uma decisão do Partido Comunista

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Foi aprovada pelo Parlamento chinês uma emenda constitucional que acaba com o limite de mandatos presidenciais. Na Constituição de 1982, Deng Xiaoping impôs o limite de dois mandatos presidenciais, mas, agora, com a atual reforma, o atual presidente Xi Jinping pode ter seu mandato reeleito indefinidamente.

O professor Ratsuo Uehara, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (Gacint) da Universidade, explica que, na China, a eleição presidencial não é feita a partir de votos da população e sim dentro do próprio Partido Comunista. Para o professor, entretanto, essa medida não reflete a vontade da população e, no país, a oposição não existe de modo organizado. Ele diz ainda que a emenda foi um retrocesso na Constituição.

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