Missão Chandrayaan-2 não deve ser considerada fracassada

Apesar da perda de contato da sonda indiana, única falha se deu em seu pouso

 

Foi iniciada pela Índia, em 22 de julho, a missão Chandrayaan-2, que pretendia pousar o módulo Vikram na Lua, no dia 6 de setembro. Apesar de ter alcançado o satélite, uma possível colisão fez com que o contato com a sonda fosse perdido. Roberto Costa, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, comenta que, do ponto de vista técnico, é muito difícil levar um veículo até a Lua e fazê-lo pousar. Apenas os Estados Unidos, a antiga União Soviética e a China, nessa ordem, conseguiram o feito.

Israel também tentou pousar na Lua em abril de 2019, porém não obteve sucesso. No entanto, o professor diz que tais resultados não devem ser considerados falhas. No caso dos indianos, por exemplo, começaram a desenvolver seu programa espacial há poucas décadas e já conseguiram enviar uma sonda à órbita terrestre.

As missões têm como principal interesse explorar o terreno e comprovar a existência de água em seu estado sólido. Além disso, a Lua é uma potencial base de saída para pesquisas em todo o sistema solar e há pretensões de, no futuro, realizar explorações tripuladas no satélite. Marte é um possível destino para os próximos anos; todavia, para ser possível, é preciso desenvolver tecnologias que, necessariamente, passem pela Lua, o lugar ideal para testar tecnologias para missões longas em razão da proximidade com a Terra.

Ouça a matéria, na íntegra, no áudio acima.

 

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