Melhorar mobilidade urbana implica pensar soluções para cada região

Ronaldo de Breyne Salvagni afirma que a pandemia trouxe aspectos positivos ao potencializar home office e delivery, mas ressalta que não existem soluções mágicas

 16/09/2021 - Publicado há 1 mês
As soluções para os problemas de mobilidade devem ser consideradas a partir das particularidades de cada local – Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O evento Soea Connect (Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia), promovido pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, acontece nesta semana. O professor Ronaldo de Breyne Salvagni, diretor do Centro de Engenharia Automotiva da Escola Politécnica (Poli) da USP, participa do evento no painel Mobilidade Urbana Acessível – Desafios para um Mundo Pós-Pandemia.

Ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, o professor afirma que a mobilidade, que se refere à movimentação de pessoas e coisas em determinado espaço, é um mal necessário. “Tirando a questão do turismo, é uma necessidade. Ninguém sai da periferia e atravessa a cidade inteira, gastando horas por gosto, é porque precisa.” Portanto, o primeiro passo é tornar menor a necessidade de movimentação.

Nesse aspecto, Salvagni avalia que a pandemia trouxe pontos positivos ao potencializar recursos já existentes. “Cresceu a possibilidade de a gente reduzir, sem grandes prejuízos, essa movimentação”, afirma. O home office e os serviços de delivery são exemplos.

Segundo o professor, as soluções para os problemas de mobilidade devem ser consideradas a partir das particularidades de cada local. “É importante perceber que não tem uma solução mágica”, diz. Ele cita, como exemplo, as ciclovias, que funcionam muito bem em determinadas regiões, mas não são ideais em outros casos. “Não há soluções universais, há possibilidades e recursos que precisam ser estudados e colocados em harmonia”, acrescenta.

Salvagni também comenta que o transporte público deve ser pensado como um serviço, não como um direito, para desonerar o Estado. “As iniciativas precisam ser da sociedade civil e de instituições não governamentais”, afirma. Por fim, o professor destaca a necessidade de ações concretas para a acessibilidade ao transporte. 


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