Medicamentos fitoterápicos também oferecem riscos à gravidez

Fitoterápicos oferecem riscos à gestação e não devem ser utilizados sem orientação médica

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No segundo boletim Pílula Farmacêutica desta semana, o tema são os fitoterápicos. A população considera, culturalmente, que os medicamentos fitoterápicos, aqueles de origem vegetal, são inofensivos, e até os chamam de “medicamentos naturais”. Esses medicamentos são utilizados pelas grávidas para tratar, principalmente, os desconfortos. Contudo, alertam os especialistas,  essa ideia é equivocada, pois as plantas também podem ser tóxicas. 

A hortelã, por exemplo, costuma ser consumida em forma de chá para tratar gripes e resfriados, mas seu uso em altas doses pode causar malformações no feto. Além da hortelã, o guaco, que é utilizado para fazer xarope para tosse pode gerar hemorragia na gestante. Ainda existem muitas plantas conhecidas que têm potencial abortivo e são contraindicadas durante a gestação.

Os fitoterápicos também são muito utilizados como laxantes, para tratar problemas de intestino preso durante a gestação, mas aqueles que são feitos à base de antraquinonas devem ser evitados, pois podem induzir a contrações uterinas antes do tempo, provocando a perda do embrião ou um parto prematuro. Sempre informe seu médico sobre os medicamentos que está utilizando e nunca se automedique.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana. Ouça, no link acima, a íntegra do boletim.

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