Biblioteca de Alexandria e a intolerância contra os livros

Em sua coluna, professora apresenta relatos sobre o fim da Biblioteca de Alexandria, de acordo com o escritor italiano Luciano Canfora

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Em sua coluna “Bibliomania”, que foi ao ar no dia 21 de abril, a professora Marisa Midori abordou a destruição da Biblioteca de Alexandria, de acordo com o relato do escritor italiano Luciano Canfora, no livro A Biblioteca Desaparecida – Histórias da Biblioteca de Alexandria.

Segundo esse relato, no ano 640, um general muçulmano conquistou o Egito e, instalado na cidade de Alexandria, fez amizade com um sábio cristão, João Filipão, que lhe contou várias histórias sobre a Biblioteca de Alexandria – entre elas, a noite passada ali pelo militar romano César e a rainha egípcia Cleópatra. João contou também que muitos livros tinham sobrevivido aos vários incêndios que, ao longo dos séculos, atingiram a Biblioteca.

Interessando-se pelos livros, o general muçulmano escreveu ao califa Omar, perguntando o que deveria ser feito com aquelas obras. A resposta de Omar foi a seguinte, lembrou a professora, citando textualmente Luciano Canfora: “Quanto aos livros que mencionaste, eis a resposta: se o seu conteúdo está de acordo com o livro de Alá, podemos dispensá-los, visto que, nesse caso, o livro de Alá é mais do que suficiente; se, pelo contrário, contêm algo que não está de acordo com o livro de Alá, não há nenhuma necessidade de conservá-los. Prossegue e os destrói”.

“Essa passagem é belíssima, porque mostra o problema da intolerância em relação aos livros”, destacou Marisa.

Ouça no link acima a íntegra da coluna da professora Marisa Midori.

 

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