Marisa Midori fala da paixão pelos livros levada às últimas consequências

A paixão pelos livros pode ser destrutiva, e a história é pródiga em narrar casos extremos de bibliomania

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Foto: Hazellamaria/Visualhunt
Foto: Hazellamaria/Visualhunt

Em sua coluna semanal, a historiadora Marisa Midori toma como tema os inimigos dos livros, desde os mais até os menos evidentes. Como exemplo dos primeiros, ela cita a água, que, ao longo da história, destruiu livros e bibliotecas, assim como o fogo, algoz que ardeu por séculos contra homens e livros.

Menos evidente e mais insidiosa é a inveja, que já rendeu casos famosos na história, um dos mais notórios envolvendo um episódio da vida de Frei Vicente. Conta a colunista que, como colecionador de raridades, ele viu perdido num  leilão o objeto que mais prezava: o primeiro e único exemplar conhecido de um livro impresso pelo pioneiro da tipografia em Barcelona, em 1842, resgatado por um comerciante. A ousadia deste custou-lhe o livro recém-adquirido, a biblioteca e a própria vida, vitimados pela inveja do frei, que acabou sentenciado à morte pela prática de crimes semelhantes.

Segundo Midori, o livro pode servir como um meio para definir as fronteiras entre o amor e a paixão, ou mesmo entre o amor e o desejo de posse.

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