Marisa Midori inicia série sobre a Biblioteca de Alexandria

Instituição fundada no Egito, na Antiguidade, foi o modelo que se perpetuou nas formas de constituição das bibliotecas ocidentais

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInImprimir esta páginaEnviar por e-mail

A Biblioteca de Alexandria – construída no Egito em torno do século 3 antes de Cristo e destruída em data incerta, pouco antes ou depois do início da Era Cristã – foi o tema abordado pela professora Marisa Midori em sua coluna, “Bibliomania”, que foi ao ar no dia 7 de abril. O mesmo tema será tratado nas demais colunas deste mês, segundo ela.

Nesta primeira coluna da série, a professora discorreu sobre as bibliotecas do mundo antigo que antecederam a Biblioteca de Alexandria. “A história das bibliotecas se articula com a história da escrita e de seus suportes, porque a forma do suporte, determinada pelo tipo de escrita, também determina a forma de sua conservação”, explicou Marisa.

De acordo com a professora, o primeiro modelo de biblioteca de que se tem notícia está relacionado à Biblioteca de Nínive, na Mesopotâmia, construída pelo rei assírio Assurbanípal (690-627 antes de Cristo). Descoberta em 1850 por arqueólogos ingleses, o lugar guardava mais de 20 mil tábuas de argila com textos em escrita cuneiforme sobre vários temas, como religião, geografia, matemática, astrologia, medicina e literatura – inclusive a Epopeia de Gilgamesh. A biblioteca também contava com uma lista de classificação das obras, que é considerada o primeiro catálogo bibliotecário.

“Portanto, outras bibliotecas teriam antecedido o modelo alexandrino, até mesmo no Egito”, lembrou Marisa. “Mas a Biblioteca de Alexandria foi, de longe, o modelo que se perpetuou nas formas de representação e de constituição das bibliotecas ocidentais.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInImprimir esta páginaEnviar por e-mail

Textos relacionados