Marilia Fiorillo aborda a situação política mundial agravada com o fluxo de refugiados

“Utopia versus apatia” é a definição de colunista diante dos acontecimentos envolvendo milhões de refugiados, pessoas submetidas a condições sub-humanas

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Foto: Manu Gomez/Fotomovimiento
Foto: Manu Gomez/Fotomovimiento

Na semana passada, autoridades jordanianas bloquearam o acesso a água e comida em um campo de refugiados sírios, na fronteira: cerca de 70 mil pessoas, a maioria mulheres e crianças, estão morrendo de sede e fome. A situação política mundial, agravada com  o interminável fluxo de refugiados, milhões de pessoas submetidas a condições sub-humanas, atentados praticamente diários, a escalada da violência, gera, além de medo, muita perplexidade.

Os antigos conceitos da filosofia política parecem não dar conta desses fenômenos.  De certa forma, a tradição, ao menos a tradição de compreensão do mundo, parece inoperante. Seria a derrocada final  da utopia de um mundo mais justo e igualitário, diante da qual nos resta apenas a resignação ou o mergulho em um maremoto de fúria? Provavelmente não: a história é como uma velha senhora que já viu de tudo, cética, mas não desencantada. A verdadeira derrota não são derrotas, mas o amesquinhamento do ânimo.

ouça:

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