Lipedema, doença crônica que atinge uma em cada dez mulheres no mundo

Edwaldo Edner Joviliano fala sobre a doença, que se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura em regiões específicas do corpo

 05/11/2021 - Publicado há 1 mês
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Algumas pessoas confundem lipedema com obesidade, porém, há diferenças pontuais entre as duas justamente pela aparência disforme e desproporcional com o restante do corpo – Foto: Flickr

Você já ouviu falar em lipedema? Trata-se de uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura em regiões específicas do corpo, como pernas, braços, joelhos e coxas.  Algumas pessoas confundem lipedema com obesidade, porém, há diferenças pontuais entre as duas justamente pela aparência disforme e desproporcional com o restante do corpo.

O professor  Edwaldo Edner Joviliano,  da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e chefe da Divisão de Cirurgia Vascular e Endovascular do Hospital das Clínicas da USP, explica que a diferença “é a desproporção ao diâmetro da gordura localizada nas extremidades. Muitas vezes, para tentar melhorar esse desconforto, muitos pacientes emagrecem, mas, ao emagrecer, a perda de gordura ocorre apenas no tronco – no tórax e no abdômen – e isso não ocorre nos membros, deixando uma característica bem desproporcional”.  

O professor alerta que o lipedema  não é uma gordura localizada. A doença acomete quase que exclusivamente mulheres e é desencadeada por momentos de desequilíbrio hormonal – como menopausa, gravidez e uso de anticoncepcional -, que acabam sendo  gatilhos para a doença. O surgimento tem a ver com o fator genético também.

Estima-se que uma em cada dez mulheres tenha a doença no mundo e, no Brasil, cinco milhões provavelmente convivem com ela e não sabem.  Apesar de ser crônica, a doença tem tratamento e pode apresentar melhora clínica e significativa.


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