Linha de crédito através de fintechs é opção para microempreendedor

Apesar de menos burocráticos, bancos digitais têm maior dificuldade em captar recursos, alerta professora

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Foto: Visual Hunt / CC BY-NC-ND

As fintechs já são uma opção para quem não consegue crédito em instituições financeiras tradicionais. Segundo pesquisa recente do Google, quando o assunto é serviços financeiros, os brasileiros se mostraram mais satisfeitos com os “banco digitais”. Cerca de 71% das pessoas afirmaram que estão contentes com esse serviço, enquanto 42% têm o mesmo sentimento com os bancos tradicionais. O Jornal da USP no Ar conversou com Liliam Sanchez Carrete, professora do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, sobre o funcionamento das fintechs e das possibilidades para quem procura empreender.

A professora Liliam explica que, realmente, o mercado de crédito brasileiro tem crescido. “As fintechs têm atendido um nicho que o mercado tradicional não atendia”, expõe. Enquanto os bancos tradicionais dispõem de crédito para empresas estruturadas, os digitais oferecem a linha de crédito sem muita burocracia. Ao utilizarem a inteligência artificial para a tomada de decisões, as fintechs conseguem computar dados que são ignorados pelos bancos tradicionais. Como consequência, há um aumento daqueles que podem ser beneficiados.

“As fintechs têm menos custos, por isso conseguem oferecer uma linha de crédito mais barata”, comenta Liliam. No entanto, esse cenário nem sempre acontece, enfatiza a professora. Em alguns casos, as taxas das fintechs podem ser iguais às dos bancos tradicionais. Por isso, o cliente deve manter-se atento. “Não existe uma fórmula mágica. Se, por um lado, o banco é mais regulamentado, ele também tem mais capacidade para atrair e captar recursos financeiros”, comenta a professora ao comparar as possibilidades dos bancos com as das fintechs.

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