Linha chilena usada em pipas é ainda mais perigosa que o cerol

Especialista do IPT alerta para a prática criminosa e reforça a importância de campanhas de conscientização

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É cada vez mais comum acompanhar notícias que relatam acidentes causados pelo uso proibido do cerol em linhas de pipa. O ato constitui crime, mas isso não impede que ele ocorra. É possível, inclusive, encontrar estabelecimentos que vendem o cerol já fabricado. A mistura feita com vidro moído é extremamente perigosa, pode ser fatal para as pessoas e traz prejuízos para a rede elétrica.

Hamilton Lelis, pesquisador do Laboratório de Corrosão e Proteção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), alerta para um tipo de cortante ainda mais perigoso, usado em pipas, conhecido como linha chilena. Assim como o cerol, pode cortar metal e fiações elétricas. Ele relembra uma ocorrência em que um para-raios de rede de transmissão foi danificado e provocou um apagão em São Paulo.

Casos graves ocorrem também quando as linhas de pipa danificam os cabos de alta tensão, que ficam pendurados e podem eletrocutar pessoas. Para o pesquisador, deve ser feita uma campanha de conscientização que alerte para os riscos do uso de cortantes em pipas. Ele defende que o assunto seja tratado em escolas, diretamente com os jovens.

Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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