Ligia Fonseca Ferreira fala sobre Luiz Gama como jornalista abolicionista do século 19

“Obra de Luiz Gama é tão fascinante quanto a vida do abolicionista”, afirma a pesquisadora Ligia Fonseca Ferreira

 19/04/2021 - Publicado há 6 meses
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O professor Ricardo Alexino Ferreira entrevista Ligia Fonseca Ferreira, professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Lígia é doutora pela Universidade de Paris 3 (Sorbonne). Em 2018, recebeu do governo francês o título de Chevalier des Palmes Académique, por sua contribuição à divulgação da língua e da cultura francesa no mundo.
Para Ligia, a obra escrita de Luiz Gama produzida em vida foi relegada, injustamente, ao esquecimento – Foto: Arquivo pessoal

Também foi agraciada em 2020 com a Medalha Luiz Gama, pelo Instituto de Advogados Brasileiros. Durante a entrevista, Ligia Fonseca Ferreira comenta sobre Luiz Gama, um dos primeiros jornalistas negros brasileiros. Como abolicionista, ele também utilizou o Direito para conseguir a alforria de centenas de escravizados, no século 19. “Advogou pela libertação de mais de 500 escravos, sem cobrar honorários. Se sustentava trabalhando como jornalista. Aos 29, já era considerado ‘o maior abolicionista do Brasil’, mas só recebeu o título de advogado 130 anos após sua morte”, observa a pesquisadora.

Ligia é autora dos livros Lições de resistência: artigos de Luiz Gama na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro (Edições Sesc São Paulo); Com a palavra Luiz Gama: poemas, artigos, cartas, máximas (Editora Imprensa Oficial do Estado de São Paulo); Luiz Gama: poeta e cidadão. Memória da luta negra em São Paulo (Secretaria Municipal da Educação de São Paulo/Coordenadoria do Negro); Primeiras trovas burlescas de Luiz Gama (1830-1882); e outros poemas (Editora Martins Fontes), dentre outros.

Diversidade em Ciência

O Diversidade em Ciência é um programa de divulgação científica voltado para as ciências das diversidades e direitos humanos, e vai ao ar toda segunda-feira, às 13 horas, com reapresentações às terças-feiras, às duas horas da manhã, e aos sábados, às 14 horas, com direção e apresentação do jornalista e professor da ECA-USP e membro da Comissão de Direitos Humanos da USP, Ricardo Alexino Ferreira, e operação de áudio de João Carlos Megale.

O Diversidade em Ciência é gravado nos estúdios do Departamento de Comunicações e Artes/Educomunicação, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

A Rádio USP-FM pode ser sintonizada em 93,7 MHz/SP ou pelo link http://jornal.usp.br/radio/

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