Leis de proteção do meio ambiente também permitem viabilizar pesquisas científicas

Para o professor Victor Eduardo Lima Ranieri, essas leis também são importantes para a preservação de áreas públicas e privadas

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O programa Ambiente É o Meio desta semana entrevista o engenheiro agrônomo Victor Eduardo Lima Ranieri, doutor em Engenharia Hidráulica e Saneamento e atualmente professor associado da Escola de Engenharia de São Carlos da USP.

Ranieri diz que as áreas protegidas e as unidades de conservação ambiental surgiram em 1937, com o Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro. “Atualmente, as principais leis que tratam de áreas protegidas no Brasil são a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), de 2000, e a Lei de Proteção da Vegetação Nativa, de 2012”, afirma Ranieri. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o SNUC contribui para a conservação da biodiversidade, protege as espécies ameaçadas de extinção, as paisagens naturais e os recursos necessários à subsistência de populações tradicionais, além de promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais.

Para o professor, a importância de se ter áreas, tanto públicas quanto privadas, protegidas por leis é a preservação dos ecossistemas, que permite e viabiliza pesquisas científicas, além de conscientizar sobre a educação ambiental e de fiscalizar o uso direto e indireto das áreas, sempre em busca da preservação do meio ambiente.

Ainda segundo Ranieri, a iniciativa privada precisa mostrar mais o seu potencial de conservação. “No último congresso de unidades de conservação, que aconteceu em agosto, em Florianópolis, um tema que me chamou atenção foi que uma parte significativa da comunidade que trabalha com esse tema está mudando o foco. Ao invés de buscar mais recursos orçamentários, essa comunidade está cedendo para a ideia de que é necessário abrir oportunidades para a iniciativa privada se interessar por essas áreas”, conta o professor.

Ambiente É o Meio é uma produção da Rádio USP Ribeirão Preto em parceria com professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e Programa USP Recicla da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

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